sábado, 7 de julho de 2018

Maria Rita - 3 anos

A Maria Rita fez 3 anos. 3 anos?
O meu docinho cresceu. Fala pelos cotovelos, desfraldou, é muito autónoma, desenrascada.
Um doce furacão.

A minha princesa, só filha-da-mãe, está crescida e vai ser finalista (da creche, ufa). É engraçada, bem disposta, risonha.

É muito menina, a nossa menina. Gosta de cor-de-rosa, é histérica e pinderica. É muito gráfica, muito exigente, simples e requintada. É mulher.

A Maria Rita fez 3 anos e choveu. Depois acalmou e cantamos os parabéns no jardim. Com o bolo de princesa e as nossas pessoas por perto. O resto não importa, não importa mesmo!

[O bolo para a escola, princesa cor-de-rosa. Estava tão feliz!!!]

[As lembranças para os amigos da escola da @mariacorrupio]

segunda-feira, 25 de junho de 2018

O mais difícil

O mais difícil de ser mãe de três crianças tão pequenas são as birras.


Tive um post escrito com vários parágrafos sobre o tema. Mas evaporou-se e a minha sanidade mental não me permite escrever tudo novamente. Fica a imagem que fala um pouco por si.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Desculpa

Há pessoas que têm o dom de não saber pedir desculpa, de não saber comprometer-se, de não saber ser feliz, de não saber respeitar, de não saber relativizar, de não saber valorizar-se.

Há pessoas que acordam tarde para o que é realmente importante na vida. Mas há outros que nunca acordam.

E se alguns levam jeito para fazer de robot de cozinha, daqueles que picam, misturam, batem e cozem, transformando  umas lascas de cogumelos num rissoto de ir às lágrimas...há outros que nem para descascador de legumes servem. Vão usando a mangueira, mais para apagar o seu fogo do que o dos outros, e aumentando circunstancialmente o flagelo dos incêndios pelo país.

Hoje o João perguntou-me "mãe, quando se namora é preciso pedir desculpa?"

Claro que é João. Principalmente quando se namora, é preciso pedir desculpa. Sempre.

Não é o pedir de desculpa sem sentido, sem ter realmente ferido o outro. Na verdade o pedir desculpa é um acto de empatia. Precisamos de nos colocar no lugar do outro para sentir. Para perceber que ninguém gosta de ser um mero tapete que esconde o lixo de um mundo inteiro.

Pedir desculpa não pode ser um acto banal, que possamos tirar da algibeira as frases feitas como "as desculpas não se pedem, evitam-se". Pedir desculpa é como o obrigado. Dizemos "obrigado" não para agradecer o café que nos foi servido gentilmente, mas para demonstrar gratidão, um sentimento que nos faz ser maior.

Este é o segredo João, não peças desculpa por existires, por gostares de futebol ou por teres uns olhos de sonho. Pede desculpa quando ferires alguém, como não gostarias que o fizessem contigo.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Só muda o cheiro

Já dizia esse grande filósofo " a m... é toda a mesma, só muda o cheiro". Não tenham ilusões.

Ontem passei a manhã na sala de espera da segurança social, que de todas as salas de espera é a mais rica em conversas filosóficas. É onde ouvimos coisas como "na França é que é bom." Ou "os franceses são mesmo inteligentes, até fazem os papéis em duas línguas".

Pérolas, mesmo sem saber que são esses complicados que lhe pagam a reforma e ainda mama um subsídio qualquer lá dos inteligentes dos franceses.

Bem, eu não me quero meter na vida de ninguém, mas não tinha os ouvidos tapados e aquilo entranha-se.

Era a segunda vez que estava na segurança social e tinha prometido que não desistia sem fazer o que me tinha levado ali. Só faltavam 30 pessoas, vamos aguardar.

Enquanto isso o telemóvel ajudava-me a manter em dia em relação às notícias do país e do mundo. E o futebol dominava a cena:

Era o Benfica com mais arguidos por suspeita de sacos azuis...pensava que eles não gostavam do azul! Ou às tantas pensaram que branquear trabsformava o saco em vermelho.

Era o Bruno de Carvalho a fazer mais uma conferência e a perguntar "mas estão todos malucos?" Eu também não entendo. A sério. Não entendo como é que pessoas como ele chegam a presidente de alguma coisa. Não entendo. Mas ok, estamos em Portugal e a senhora tem razão, "os franceses é que são inteligentes"!

Agora com o Mundial à porta também se lê tudo e o povo gosta é de escandaleira, seja onde for, o povo gosta de chinelo no pé, ou na cara ou no c....
Bem, parece que os jogadores do México fizeram uma festa de despedida caliente, com nachos, muita tequila, grilos fritos, guacamole e put@s. 

Claro que há jogadores do campeonato português envolvidos. 


O Herrera, esse grande campeão do FCPORTO parece que fez de porteiro na festa. Só isso, recebeu as moças, reencaminhou-as para o interior da festa, e animou a malta, contou anedotas à moda do Porto, disse uns palavrões e até cantou "oh Bella ciau" à capela.



Só que a linda bomboca da Shantal, sua mulher, deve ter reunido o exército do Iraque, e já tem tudo pronto para lhe atirar à cara "és feio como uma porta".


É aqui que reside toda a diferença, na merda. É que meus amigos, merda todos fazemos, ninguém está livre. Aliás merda é o pão nosso de cada dia e não metam Deus no assunto, nem a "educação da mãezinha", e não sejam mais papistas que o papa, algum dia abres a porta e o cagalhão está lá a sorrir para ti, a diferença está no cheiro, em como cada um resolve o assunto.

Assim de repente, com o Mundial à porta, com a Shantal em Portugal, que é a sua casa, a única coisa que pensamos foi "Oxalá o México não passe da fase de grupos para o rapaz vir acertar as orelhas o mais cedo possível".
Mas não, honra e pátria andam de mãos dadas e o Herrera, como bom homem e pai de família pediu dispensa da seleção e veio para Portugal resolver "problemas pessoais".

Só me ocorre concluir, "os franceses é que são inteligentes e o Herrera é o maior!".

A Shantal que tinha a sua conta de Instagram aberta, tem agora o perfil privado e manda dizer que não está para aturar put@s. Estou contigo miúda e se precisares de reforço avisa!!!!

terça-feira, 29 de maio de 2018

Ouve o teu coração

Há 3 semanas que tenho os meus filhos doentes, quando um melhora fica outro. Esta semana ficaram dois, já com a Maria Rita a meio do antibiótico.
Pelo meio eu também fico, mas mesmo exausta continuo.
Oxalá alguém tenha a grandeza de observar a beleza das flores delicadas no meio do céu carregado.

Já nem sei bem quando começou, um domingo em que o João ardeu em febre mas na segunda-feira estava óptimo. E depois fiquei eu um dia de cama sem me aguentar em pé e o telefone a tocar porque o José estava com febre. E quando eu achava que já estavam todos bem, as luzes voltaram a disparar porque a Maria Rita estava com febre e no caso dela, bem, no caso dela não podemos esperar para ver se é uma virose que passado três dias vai chatear outro.
(Sim, de novo o pior dos cenários!)
E depois quando a Maria Rita começa a reagir à medicação, o José está novamente com febre. E depois o João. E no meio de noites muito más há sangue por toda a almofada e ninguém percebe muito bem o que aconteceu até ver restos de sangue seco no nariz do João.

Estamos na terceira semana. Neste momento estão os três  a antibiótico. Eustou exausta. Às vezes precisava de não ser cuidadora, de não ter de gerir todos os cenários e não ter medo de lamber a feridas.

Hoje no meio do caos, a Maria Rita disse-me "Mãe, ouve o teu coração!". Empurrou-me para trás para me encostar no sofá e meteu as mãos no coração. "Assim mãe, respira e ouve o coração!"

Fiquei sem chão. Disse-me depois que aprendeu na ioga. Não sei onde aprendeu, mas sei que no alto dos seus dois anos me chamou à razão.

Mesmo quando o céu está carregado, triste e tudo parece estar desfeito, há flores a encantar no jardim. Só temos mesmo de respirar e ouvir o nosso coração.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Maria Rita

Meu docinho rebelde. Tu és a luz que se mantém a brilhar por onde passa.
Já foste mais envergonhada, já foste mais reservada.
És simpática, risonha e faladora.

Gostas de brincar sozinha, és independente, organizada.
És mulher.

Digo muitas vezes que enches a casa, por isso não aguentaria mais nenhuma mulher. Tu chegas. Tu bastas para iluminar, dominar, inundar as nossas vidas de uma intensidade insuperável.

Mas também és tu que mais me preocupas. És tu que me deixas horas sem saber se respiro ou choro. És tu que me abraças e dizes "eu sou a princesa da mamã". És tu que me roubas os frascos de verniz.

Já não consigo revoltar-me. Já não consigo entrar em negação ou sofrer e ficar sem tino. Porque a tua força faz-me entender a gratidão de cada minuto contigo.
És um furacão. Acredito que isto aconteceu na tua vida para que pudéssemos todos aprender a agradecer. A agradecer pela vida. Pelos momentos bons.

Já aprendi que não vou conseguir proteger-te para sempre, mas estarei aqui, ao teu lado, sempre que o mundo teimar em trazer-nos chuva.

E juntas vamos vencer os "maus". Acredita meu amor!

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Maio. Mãe. Maria.

Maio chegou. Entre o cansaço e os sorrisos que fazem com que a vida se torne mais leve.
Maio trouxe o dia da mãe. Mas para nós, dia da mãe são todos os dias. Todos os outros dias, em que não comemoramos, em que há manhãs agitadas, choro, ranho, máquinas de roupa para tratar, fins de tarde com birras e trabalhos de casa para fazer, noites mais ou menos tranquilas e sempre uma gratidão imensa por ser vossa mãe.
Maio trouxe o campeão de volta, e um mar azul e branco. Um filho feliz, que de tanto ficar feliz ficou doente.
Maio trouxe o Eurovision em Portugal. E "o direito à diversidade", como dizia a outra. Os gostos vão mudando, se não fosse assim o que seria da Conchita, a mulher barbuda que ganhou o festival.
Mas Maio é o mês de Maria. E este ano em particular tive vários amigos em peregrinação. Tive o coração apertado por eles vários dias e um orgulho imenso quando me disseram "cheguei". Orgulho, admiração e gratidão. Pelo esforço e que a recompensa seja sempre a paz que o coração precisa para serenar.
Tenho estado ausente. Cada vez mais. Nem sempre é fácil e ultimamente tenho deixado que a memória vá registando apenas o que consegue. Em forma de suspiro, porque nem sempre é possível voar, planar e aterrar em segurança sem sentir que se perde um pouco do que se conseguiu.
Até já.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

A vida pode ter muitos tons

Às vezes corremos apenas atrás do que não interessa. Sofremos, choramos, gritamos, lutamos. Em vão.

E de repente olhamos à volta e está tudo lá. No lugar certo. No lugar onde sempre esteve.

Às vezes basta mudar o tom dos tapetes, trocar as cortinas e borrar as paredes de tinta nova para tudo ficar diferente.

Tenho quase 40 anos. Não queria voltar atrás. Não queria ter novamente 20 e sonhar com a vida que ia ter aos 40. Não queria. Não quero.

Quero viver o agora. Com a vida que tenho, assim. Com birras, com choro, com noites mal dormidas, com dias úteis, feriados e finais de semana. Mas também com gargalhadas, com beijos demorados e abraços apertados. Com o olhar deles a encher-me os dias. Com manhãs calmas ou na correria desenfreada.

Há dias em que às 10h me sinto um trapo, parece que fui atropelada por um tractor agrícola. Há outros em que respiro e sinto uma paz imensa. Sim, está tudo certo. Está tudo lá.

Vou sonhando, devagarinho. Vou fazendo projectos e arrumando na gaveta dos sonhos. Um passo de cada vez. Tu consegues. Tu consegues tudo, basta acreditar, com o coração.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

O meu mundo

O José já tinha feito 1 ano, mas eu ainda não tinha registado isso com umas fotografias lindas.

Aqui fica o meu mundo, os meus 3 filhos, com 1 ano.












Com altura (média 79 cm) e peso (média 10 kg) muito aproximado para a idade de referência 14 meses.

Tinham tantas saudades destas comparações como eu?

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Até ao fim do mundo

Hoje voltámos ao Hospital de St. António.
A Maria Rita estava tão contente. Ia passear ao Porto, às compras. E de repente estava fechada numa sala fria com muitas luzes para um exame em medicina nuclear.
O procedimento é simples. Não há muito segredo. É injectada uma substância radioactiva na veia e são captadas imagens renais.
Mas porquê que uma princesa de 2 anos tem de passar por isto? E várias vezes?

Há pessoas que lutam por um cordão em ouro. Outras por um pedaço de terra ou uns tostões no banco. Há quem faça um drama porque dá demasiada importância em pôr-se em bicos de pés para ser vista, por vaidade ou apenas porque não sabe viver de outra forma. Nós lutamos apenas para viver.

No dia em que eles nasceram prometi-lhes que os iria proteger para sempre. Não sabia ainda que não podemos evitar o sofrimento para o qual estamos destinados.
Aprendi com eles que não posso roubar-lhes as dores, tirar-lhes os medos. Mas juntos, de mãos dadas podemos lutar e vencer. Juntos podemos abraçar a dor e retribuir com amor como bálsamo para a cura desejada.

Hoje o dia voltou a encher-se de agulhas. Quando devia ser só um passeio de princesas. Mas sei que ela vai guardar na memória dela o abraço que lhe dei enquanto lhe limpava as lágrimas. Sei que vai fechar os olhos e ouvir a minha voz no seu ouvido a dizer "já passou meu amor. Já passou!".

Porque o amor tudo cura. E enquanto eu tiver força lutarei por vocês....até ao fim do mundo.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Parabéns para a menina

No sábado foi o meu aniversário.
Não há muito a dizer. Acordei como todos os outros dias, levantei-me como na maioria das vezes, cheia de sono e a pensar que devia estar nas Maldivas, levei com os putos em cima e com os parabéns cantados em coro e depois tentei sobreviver a um dia entre a chuva, o vento e as abertas, sim que o sol também foi convidado para a festa.

São 38 anos. Já nada é assim tão diferente.

O meu filho João esteve particularmente dócil e colaborante, tendo em conta as últimas semanas isto sim foi uma verdadeira prenda.

Eu tenho a sensação que estou muito próxima dos 40 mas que o melhor ainda vem aí.
É agora que entram os violinos...e a fotografia da praxe!


Obrigada a todos os que contribuíram para me sentir ainda mais especial.


segunda-feira, 19 de março de 2018

Pai

Em 2007 escrevi uma carta aberta ao meu pai. Publiquei aqui.

Hoje, 11 anos depois, bebo estas palavras e percebo que o tempo nos constrói, muito mais do que destrói.

Continuamos iguais e teimosos. Continuamos próximos, mais do que a distância nos tenta afastar.

Juntos e sem mas...mesmo sem bolo de bolacha e sem o azul que nos une.

Para sempre nós, pai.

domingo, 18 de março de 2018

José [report]

um ano atrás estavamos a viver uma fase muito complicada. O José, que tinha sido um bebé-anjo até então, estava embrulhado num manto incerto.
Eu queria acreditar que 2017 ainda tinha muito para me (nos) oferecer. E tinha. Hoje quando vejo o José a correr pela casa, a dar aquelas gargalhadas tão características dele (parece um carneirinho), a morder-me em todo o lado, a correr atrás das gatas ou a enfiar a mão dentro da boca do Jonas, percebo finalmente que estamos salvos. Que 2017 me deu em amor o que o sofrimento me tentou tirar.

Não é fácil escrever quando se tem tudo guardado, arrumado e identificado com etiquetas. Para mim, é mais fácil escrever no caos, porque enquanto escrevo verbalizo e arrumo.

Um ano depois, o José teve finalmente alta de gastroenterologia, onde andava a ser seguido desde então. Mas mais importante que isso é ver como um refluxo gastroesofágico patológico que privou este bebé de fazer quase tudo aquilo que ele gostava, lhe deu agora paz para voltar a ser o glutão que estava destinado a ser. Ele come tudo. E come tudo com muita vontade. Ele armazena nas bochechas com medo que acabe.
Ele come tudo, e quando digo tudo, digo bróculos cozidos ou grelos, até come batatas de um dia para o outro (as que encontra escondidas num canto da cadeira no dia seguinte).

Ele come a sopa dele, mas também come da nossa sopa se não houver da dele. Já iniciou o leite vegetal e imaginem... também gostou. Só fica mesmo chateado quando não lhe dão alguma coisa. Por isso agora desenvolveu a arte de ir ao ecoponto buscar as embalagens vazias de iogurtes líquidos dos irmãos para se lambuzar.

Nunca pensei ter de meter fechos de segurança no lixo...mas ao terceiro acho que vai ter mesmo de ser.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Azul do céu

São 21h30 e estão todos a dormir. Eu também devia estar a dormir. Ouço a casa em silêncio e sinto um eco profundo em mim.

Faço o exercício de ouvir a minha respiração. Penso apenas neste exercício. A minha respiração. Uma e outra vez.

Quando todos estão a dormir é mais fácil pensar. É mais fácil trabalhar. É mais fácil imaginar. Sonhar. Criar. Até é mais fácil limpar e arrumar e manter 5 minutos a mesma posição.

Tento descontrair, não pensar em tudo o que o que me está a angustiar. Tento pensar em verbos e adjectivos como nos trabalhos que o João traz no caderno de casa. O céu está azul intenso. Onde está o adjectivo? E agora se dividirmos pela metade? E assim se enrolam conteúdos. O céu está azul celeste. Redundante e exdruxulo como o tempo. Ora de tempestade ora de bonança.

A felicidade é isto. Noites em claro a contar metades redundantes ora de português, ora de matemática.
Entre os meus problemas e os problemas dos outros.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Ofereçam-me flores ...

Ofereçam-me flores quando o meu ordenado for igual ao de um homem, só porque ele é homem e não necessariamente melhor do que eu.

Ofereçam-me flores quando eu não precisar de ensinar aos meus filhos que as mulheres podem fazer o mesmo que os homens. Que são tão boas ou melhores. Que são delicadas mas não necessariamente frágeis.

Ofereçam-me flores quando os homens colocarem as suas armas no lixo e combaterem de igual para igual nas tarefas domésticas e nos cuidados parentais.

Ofereçam-me flores quando não for preciso explicar às nossas filhas que não precisam fazer tudo o que os homens querem. Que não precisam de dizer "pára". Que o limite delas será sempre respeitado, assim como o deles e o das crianças e os idosos.

Ofereçam-me flores quando não for necessário quotas na política e nas empresas.

Ofereçam-me flores quando no dia 8 de março de um ano qualquer não tiver de ouvir "Hoje as mulheres têm de ser respeitadas." Retirem o "hoje" e tudo fará mais sentido. Com ou sem flores.

[São estas as minhas flores preferidas e aconteça o que acontecer não me ofereçam gladíolos!]