sexta-feira, 24 de março de 2017

24 de Março

Tenho uma relação amor-ódio com este dia.
Não devia ser assim. Não devia ser esta a forma de o viver.
Não me consigo lembrar quando foi que o comecei a recear, talvez quando a vida me tirou pela primeira o tapete, tinha 19 anos e a minha irmã numa cama de hospital com a situação clínica muito critica.
Acho que nesse dia me condenei por estar viva e ser feliz. Acho que nesse dia recusei recordar este dia como algo bom.
Nos anos seguintes, pior do que saber que este dia existia no calendário, doía só de pensar que teria de o viver e obrigatoriamente me sentir feliz.
Comecei a suporta-lo melhor quando o João nasceu e principalmente quando começou a dar valor ao bolo, às velas e a cantar os parabéns enquanto batia palmas.
Sinto que quando a vida me é mais madrasta, não consigo processar tão bem o perfume da felicidade, algo se desfaz quando o sinto.
Hoje quero permitir-me viver, apenas. Sem que a obrigação da celebração me consuma as últimas forças.
Hoje vou encarar a vida de frente, com a  humildade e a honestidade que sempre me caracterizou.
Hoje não vou perguntar o porquê? Não vou tropeçar nas pedras que colecciono todos os dias.
Hoje recuso-me a sentir sorrisos falsos, presenças​ fingidas ou presentes envenenados. Porque sou importante de mais para me entregar a quem não sabe cuidar.
Este ano, nem as frésias vieram para a festa. Mas eu prometo que lhes vou procurar o perfume e permitir-me estar em paz comigo e feliz.

quarta-feira, 22 de março de 2017

3 é a conta certa

Nunca pensei ter 3 filhos. Nunca. E mesmo agora quando percebo que tenho mesmo esta malta toda saída do meu útero, fico confusa e penso que é mentira.

Acho que o facto do José ainda não andar a correr pela casa a chamar "mãe", faz prolongar a sensação do "será verdade?".

Sim é verdade, e cada vez mais me parece a conta certa.

Todos diferentes, todos me ensinam coisas diferentes e a ser uma mãe diferente.

Não é fácil. E há dias em que tudo parece muito cinzento. Em que uma simples ida à casa de banho pode ser o caos. Mas se sobrevives uma vez a probabilidade de sobreviveres nas próximas é enorme.

Praticamente com a mesma idade, os meus 3 filhos. Cada um com a sua essência, cada um com a sua capacidade de me fazer acreditar que consigo.

[Ouvi dizer que vai nevar aqui na zona nos próximos dias. Se me tentarem contactar e eu não responder, não levem a mal, provavelmente estou a voar por aí, à procura da Primavera]

sexta-feira, 17 de março de 2017

Obrigada

Na semana passada, depois do nosso mundo abalar, mais uma vez, pedi para nos incluírem nas vossas orações.

Sentia-me perdida.
Tinham passado 7 meses desde a cirurgia da Maria Rita, tinha sido novamente mãe há 2 meses, e sem que nada o fizesse prever as luzes voltaram a acender, no vermelho.

Costumo dizer que a minha fé tem aumentado, na proporção do número de filhos. Porque quando sentimos que já nada podemos fazer, entregamo-nos a algo maior.

Eu sei que não vou conseguir evitar sempre a dor dos meus filhos, mas acredito que posso fazer os possíveis para que sofram um pouco menos.

Foi isso que tentei nestes dias. O conforto. O José tem estado em sofrimento e isso é claro.

Ontem, uma semana depois, e já no hospital de S. João foi excluída definitivamente a cirurgia ao estômago. O José não está a 100% e sendo os sintomas patológicos vai ser seguido na consulta de gastroenterologia.

Quero agradecer do fundo do coração a todos os que se têm preocupado, a todos os que param na rua para nos confortar, agradecer as mensagens e telefonemas, os testemunhos, os beijos e abraços, os sorrisos e corações partilhados. Obrigada.


O caminho vai ser longo e o José pode demorar vários meses até estabilizar. Deixou de ser o meu bebé-paz, mas já me devolve os sorrisos mais deliciosos.

Quanto a mim. Preciso de descanso. Precisava de hibernar, uma semana talvez. Numa casa junto à praia, como nos filmes, desligada do mundo e por uns dias deixar de cuidar dos outros para cuidar de mim (já que é tão difícil quem o faça por mim).

segunda-feira, 13 de março de 2017

Uma barriga chamada amor*

Enquanto tentava vestir a Maria Rita, ela gritava, dava pontapés e ameaçava atirar-se abaixo do trocador. Nada de novo, birras e mau feitio são o nome do meio da minha filha. Mulher da cabeça aos pés.

O João vem a correr, e virado para a irmã de dedo no ar diz:
- mau mau Maria, não se bate numa mulher grávida.

Eu em pânico:
- João, a mãe já não está grávida.

João com ar muito indignado, como se eu não estivesse boa da cabeça:
- não? Mas podes estar. Já viste o tamanho da tua barriga? Olha, tu devias tomar uma coisa que dá na televisão.

Não argumentei. Os homens sabem mesmo como arrasar uma mulher.
Digam-me lá qual é a porcaria que anda a dar na televisão e como é que ele sabe disso, uma vez que em casa só vê canais infantis/juvenis?

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O José continua em vigilância. Obrigada por todo o carinho que nos tem sido transmitido.
Estamos novamente #àesperadeummilagre

* A barriga não tem só amor, tem muitas outras coisas, mas há que manter o foco no mais importante! 

sexta-feira, 10 de março de 2017

José [2 meses]

Querido José,

Ontem foi dia de comemorarmos o teu segundo mês de vida. Mas o que a vida tinha reservado para nós não era fácil de digerir.
Ao terceiro filho pensei que tudo seria mais fácil, que nada me fosse perturbar ou fazer questionar.
Mas estas últimas semanas foram uma prova de fogo que culminou num diagnóstico com palavrões do Atlas da Medicina.

Logo pela manhã demos entrada na urgência Pediátrica do Hospital de residência. Esperava-nos a nossa querida Pediatra (um anjo na terra!).
Depois de observado, foram pedidos uma bateria de exames. E a espera contigo nos braços e o nó na garganta.

Ao terceiro filho o nosso instinto está ainda mais apurado. Desvalorizamos o que não é para valorizar, mas conseguimos perceber quando algo de estranho está a entranhar-se. Não, não é normal um bebé se transformar de um dia para o outro sem que uma causa esteja lá. E estava.

Saímos do hospital com uma carta endereçada ao serviço de cirurgia pediátrica no hospital de S. João.
As indicações eram claras. O próximo vómito teríamos que ir directamente para o Hospital de S. João para ser operado ao estômago.

O dia estava quente, 27°C marcava o termometro, tão quente que evaporava as lágrimas que teimavam em cair.
Decidi que não me revoltava.

Percebi que o universo continua com uma mensagem que não estou a perceber. E só me apetece dizer "chega, vai chatear o c... o cão do Obama pá. Deixem-me estar, deixem estar os meus filhos. Deixem-me viver feliz e sem sombras".

A pediatra disse ao cirurgião que confiava plenamente nesta mãe que vos escreve. Ela diz que eu sei reconhecer melhor do que ninguém o agravamento do quadro clínico e que irei cumprir todas as indicações e protocolos. E por isso estamos a fazer a vigilância em casa.

Isto não é um elogio para mim, nem uma declaração abonatória para o curso de medicina por correspondência. Isto é um sofrimento terrível. Um sentimento de impotência, de incerteza e de confusão.
Entre o quarto e a cozinha esqueço-me o que vou fazer. Durmo sentada contigo ao colo, dou mama, tiro leite com a bomba, volto a dar mama. Avalio o vómito e os sinais vitais. As tuas dores, os teus gritos. A nossa dor José.

Estamos em 2017, tínhamos um pacto lembras-te? E tu és forte meu amor. Juntos passámos por muito, juntos vamos vencer.

Parabéns meu amor. Vamos continuar a acreditar em 2017? Simmmm.


Continuamos em vigilância. Desejem-nos tudo de bom e incluam o José nas vossas orações, pode ser? Com ou sem cirurgia o José precisa de ficar bem e mandar embora patologias com nomes feios (estenose pilórica com estase gástrica). 

segunda-feira, 6 de março de 2017

Amar pelos dois

Infelizmente ou felizmente não ando muito informada sobre alguns assuntos que se passam em Portugal e no mundo.
Porque o meu Mundo anda aqui às voltas e voltas a tentar encontrar um astro maior que traga a verdade aos meus dias ou uma lua que possa iluminar as minhas noites.


Não percebi muito bem como funcionou a escolha da música para o festival da canção e qual foi o processo, nem me interessa.
Não conheço as outras músicas e também não vou ouvir.
Se esta é uma música de festival? Não, não me parece. Mas já tivemos verdadeiras músicas de festival e ganhámos alguma coisa?

Sei que este estilo de música não agrada a todos. Principalmente aos brutos invertebrados e assumidos que até têm alergia a ouvir os violinos de fundo.
Mas eu sou uma romântica incurável. Haja alguém que o seja, para poder haver músicas lindíssimas assim.

Não sei muito sobre o festival da canção, nem do Salvador Sobral. Sei apenas que foi a irmã Luísa Sobral que escreveu a música para ele levar ao festival e sei que tanto música como letra são lindíssimas.

Pudesse o mundo estar cheio de amor. Pudesse ser esta letra a realidade dos habitantes deste mundo.
Leiam apenas e vejam se o poema não é lindo.

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Amar pelos dois

Se um dia alguém, perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei, que não se ama sozinho
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei, que não se ama sozinho
Talvez devagarinho, possas voltar a aprender

Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração, pode amar pelos dois

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É pois. Então que se lixe o resto.
Vamos sentir e amar. Amar por nós e por quem não consegue fazê-lo.

domingo, 5 de março de 2017

Maria Corrupio

A Maria Corrupio é uma plataforma que pretende valorizar a diferença.
Todos nós somos diferentes, numa sociedade que valoriza cada vez mais a uniformização e a globalização.
Os nossos pontos excepcionais, as nossas diferenças, passaram a ser defeitos e obstáculos.

Desta forma, os produtos são únicos e personalizados.
Nesta plataforma vão estar disponíveis, em breve, produtos de outras marcas.

Tenho de confessar que esta marca foi inspirada na minha filha Maria Rita. Quando me deparei com a diferença e com a dificuldade que temos em aceitá-la.

E então, o mais importante, quem vai levar para casa um quadro de nascimento, quem é?

É a Joana Rodrigues de Valongo, que vão receber email com todas as informações.
Parabéns Joana!

quarta-feira, 1 de março de 2017

A traição explicada às crianças

Hoje enquanto preparava o banho do José, o João brincava com uma bola pequena daquelas de espuma.
Ele chutava e a bola fugia e enfiava-se em sítios difíceis, então ouvia o João a gritar "traidora, és uma traidora".
Às tantas, como acontece sempre que utiliza uma palavra "nova", vira-se para mim:
- mãe, o que é um traidor?

Ora bem, aqui está um bom tema para se falar com um menino de 6 anos. Fiquei na dúvida se falava da vida real, da vida selvagem ou utilizava a via religiosa. Mas tive pena de Judas, e pensei, que se lixe, está na hora de lhe mostrar como é linda a vida.

Ouve com atenção João:
- Sabes quando tens um amigo, mesmo muito amigo e lhe contas um segredo, uma coisa importante que só vocês podem saber e ele vai contar a outras pessoas? Isso é traição.

[OK, está próximo do Judas mas não mete Jesus pregado na cruz. Temos aqui a vida real, mas há outros tipos de traição, certo?]

Ele continuava muito atento, por isso prossegui:
- lembras-te do gato do sr. L. que estava sempre aqui em casa para namorar com a Fifi? Eu apanhei-o na rua ali em cima a namorar com outra gata.
Quando namoramos ou casamos com alguém é só com essa pessoa que podemos namorar, mais ninguém.

[Que lindo, a vida selvagem...]

E diz-me ele:
"Ah já sei mãe, foi o que aconteceu com os pais do D."

[Ooopsss...Querias a vida real, toma!]

- Sim filho, isso mesmo. Mas sabes o que aconteceu ao gato do Sr. L.? Morreu atropelado, tudo se paga nesta vida.

[Pronto, se era para evitar o Jesus na cruz, podia ter optado apenas pela vida real!]



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Já participaram no Passatempo do quadro de nascimento? Últimos dias ...
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Carnaval 2017 - Maria Rita

Afinal a minha ratinha chorona é uma grande foliona. Foi a grande lição de hoje.

Bem, vamos por partes.
Então quem levou a melhor? Minnie ou joaninha?
Enquanto a decisão não estava tomada, fui fazendo a saia de vermelho, porque tal como os básicos (pretos) que já estavam comprados, dava para as duas opções.
Embora a joaninha tenha reunido mais votos vossos, a Maria Rita acabou por decidir. Por mais imagens que mostrasse ela só delirava com a "mimi".
A joaninha trazia outro senão, que eram as asas, a Maria Rita não estava colaborante e nem a saia deixou experimentar, por isso acreditei que não fosse possível enfiar-lhe mais um adereço sem birra.


Hoje lá se deixou vestir sem grande resistência, e quando a coloquei no chão, tudo o que consegui foi ver uma saia esvoaçante. Delirou e não parou nem um minuto.

O João dizia "ah, que bonita. Estás tão bonita pequenita" e ela rodopiava e dava gritinhos de alegria enquanto apontava para si própria e repetia "Mimi".

Tinha conseguido. A miúda estava feliz.


De tarde lá fomos ver o desfile na escola. A Maria Rita desfilou perante um júri sénior e mais uma vez revelou uma alegria imensa. Sorria, desafiava-nos de língua de fora. A Mimi que tomou conta da minha filha é uma gaja fixe e até encantou o júri. Acabou por trazer para casa o prémio de melhor "máscara".

Tenho de ser sincera, aqueles fatos comprados já feitos são tudo menos bonitos, o vestidinho as bolas muito saloio não fica bem nem ao menino Jesus. Por isso decidi fazer uma coisa mais hardcore. Com esta saia a miúda ganhava asas, estava leve e fofa. E por isso nem bolas apliquei na saia para não estragar tudo.


Então esta mãe, muito cansada e em privação de sono, não esteve propriamente agarrada à máquina de costura. Eu explico:

- 1 m de tule para a saia (3,95€);

- 1m de elástico preto (0,80€);

O tule foi cortado em tiras e feito nós sobre o elástico. Optei por fazer duas saias e depois cozer uma com a outra. Deu este feito mais armado, como se fosse mesmo um tou-tou de bailarina.


Para as orelhas:

- 1 bandolete/arco preta (2,50€);

- feltro preto;

- tecido vermelho às bolas.

Por incrível que pareça foi a única coisa cozida na máquina de costura (as orelhas em feltro e o laço). Eram restos que andavam para aí de outras cenas.

Sapatos:

- bailarinas douradas (h&m 9,90€).

Tinha-lhe comprado umas sabrinas em cetim vermelho, mas eram um pouco grandes e saíam do pé (nem com o truque de dois pares de meia). O pai foi trocar e arranjou este modelo cintilante que ainda deu mais graça à coisa. Não tinham sola, era tipo sapato de ballet e a Maria Rita deslizava com passos pequeninos quase a levitar.

Não é por ser minha filha, caramba, mas estava tão lindaaaaa!

Obrigada às meninas da creche, que conseguiram fazer o resto, que é o mais importante, fizeram esta Mimi feliz, ainda mais feliz. 

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Carnaval 2017 - João

A escola do João participou, este ano, no desfile de escolas pelas ruas da cidade.
O desfile foi na sexta-feira de manhã. E que giro que foi. Pela primeira vez em 6 anos vi algum entusiasmo do João em vestir alguma coisa que não fosse a roupa habitual ou equipamento de futebol.

O tema da escola eram as estações do ano:
1.° ano - Primavera
2.° ano - Verão
3.° ano - Outono
4.° ano - Inverno

O João, era um lindo jardineiro a espalhar alegria num maravilhoso jardim. E se os rapazes estavam uma delícia, as meninas estavam fantásticas, uma explosão de cor e alegria. Tudo pensado ao pormenor, das flores aos sapatos.


Isto saiu tudo da cabeça da professora e foi tudo acontecendo durante Janeiro e Fevereiro, já depois do José nascer, por isso acompanhei de longe todo este processo, com muita pena minha não consegui colaborar, nem ajudar na realização das flores.
(Ao terceiro aprendi a delegar funções e acabou por ser o pai a ir à reunião, mas não o consegui convencer a ir fazer flores!).


Aqui a minha linda sobrinha Raquel, uma Fada do sol. Uma Deusa, toda ela luz e felicidade, cada dia que passa mais radiante.

O carnaval não acaba por aqui. A Maria Rita terá o seu dia de folia na segunda-feira.
E o que será que vai sair daqui?


O disfarce já está decidido e feito, mostro o resultado final quando a menina-furacão me deixar vesti-la a rigor, ou corremos o risco de ir mesmo de leggins e camisola que é o que ela veste no dia-a-dia.

Obrigada por me terem ajudado e motivado para o hand made, esteve quase para sair uma Elsa da prateleira do supermercado mais rasca!!!! É que isto de ser multitask quase aos 40 começa a revelar fragilidades. 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Semáforos

Hoje lembrei-me de ti.

Hoje lembrei-me de ti. Talvez porque passei naquele largo onde jantámos pasta e te vi a devorar os grissini para não teres de me observar.

Hoje tudo me lembrava de ti. As ruas, os carros, os semáforos, até as músicas que tocavam na rádio.

Hoje lembrei-me de ti. Não sei quantos anos passaram desde que partiste mas recordo bem o ano em que morreste, em que o semáforo virou para vermelho e tu seguiste em frente sem pressa e ligeiramente a alucinar.

Hoje voltei a sentir-me leve e a interrogar-me. 

Hoje tentei parar o relógio e o calendário, inverter as regras e as certezas. Mas o semáforo voltou a mostrar-se irredutível. Sem fim.

Porque a vida é mesmo isto. 
Deixar a porta aberta, sacudir os trapos na janela, deixar o semáforo virar. Lembra-te, depois do vermelho está o verde, é só esperar. Esperar um tempo que nem sempre é o nosso, mas esperar.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Coisas dele

João e os músculos

O avô foi buscar o João à escola, nesse dia tinha tido educação física e como sempre vai tirando as camadas de roupa quando começa a ter calor.

João - avó, hoje na física quando tirei a camisola de fora, a camisola de dentro estava colada e também saiu.

Avô - ai sim? E depois?

João - olha fiquei com os músculos todos de fora. E os meus colegas ficaram todos a olhar e a rir. Até as meninas. Agora querem todas namorar comigo, porque elas gostam de homens com músculos para as proteger.

Filho, se usares os músculos para proteger as miúdas já dou como  realizada a minha missão de mãe!

[Vocês conhecem o cabedal impressionante do meu filho, não conhecem? Não? Eu mostro.]


***

João e a música erudita

Na sexta-feira chegou a casa muito feliz.

João - Mãe, o Bruno também sabe a música da cabritinha.

Eu - sabe? Qual é a música?

João - "eu gosto de mamar nos peitos da cabritinha, eu gosto de mamar nos peitos da cabritinha..."

[Sabes que tens um amigo para a vida quando descobres que ouvem e cantam as mesmas canções!]


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Já participaram no Passatempo do quadro de nascimento?
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Carnaval

Está a chegar mais um carnaval.

Urra, urra. Gandaia, folia, copos e dançar até cair para o lado. É assim todos os anos... mas não é comigo.

Eu é mais fatos de carnaval para as crias. Sim que isto não é só parir. Depois é escravidão até eles se lembrarem de me trocarem por um(a) vadio(a) qualquer (meus ricos filhos).

Pois, este ano em modo família numerosa (falarei sobre isto um dia destes), comecei a pensar no tema já em cima do acontecimento (parecendo que não desovar no início de janeiro deixou-me sem tempo para maluqueiras).


Então, como o tempo abunda, fui excluindo competências:

1 - o João vai participar no desfile de escolas, por isso os fatos estão a ser feitos em conjunto e com toda a criatividade das professoras. O tema da escola dele é "As estações do ano", ao 1°. ano foi atribuída a Primavera e o meu macaquinho lindo vai a desfilar beleza e distribuir sorrisos e flores pelas ruas da cidade (obrigada à professora pelo empenho, só assim consegui desligar e não me sentir um monstro!)

2 - o José é pequeno para vadiagens. Quando muito pondero vestir-me de vaquinha mimosa e a ele de vitelinho mamão (isto é o nosso fato de todos os dias por isso não vai dar muito trabalho!).


Assim sendo tenho o fato da Maria Rita, que já anda toda feliz a trabalhar na escolinha e nas horas mortas a partilhar brinquedos com os amigos (lá será o dia em que vão ser charros).
Inicialmente pensei em vesti-la de ovo estrelado, mas o João quase que me bateu.


Bem, também não quero expor a miúda ao ridículo, voltei a puxar pela cabeça e lembrei-me que podia ir vestida de velhinha, mas a risota também não reuniu consenso.


Eh pá isto agora são muitos a pensar e poucos a fazer, mas o João insistia que tinha de ser qualquer coisa mais de menina. Que tinha de ser princesa. Expliquei-lhe que vamos ter muitos anos para levar com fatos de princesa (ou não), por enquanto eu queria quebrar essa tendência.

Como ela gosta muito da Minie, a quem chama "Mimi', pensei que não era preciso pensar muito, estava decidido. Vai de Minie, e para facilitar e tornar a miúda mais feminina era fazer uma saia em tule e uma bandolete com as orelhas. Está feito, pensei.

Mas ontem fui comprar o tule e não consegui decidir se fazia uma Minie de vermelho (a mais clássica) ou de cor-de-rosa. Por isso trouxe as duas cores. E agora olho para o tule vermelho e só penso que ficava a matar uma joaninha.

E agora?
Vou em frente na Minie, afinal até é uma ratinha querida e eu até chamo a Maria Rita de ratinha e fica tudo em família...
Ou
Alinho na joaninha, enquanto não entra no mundo encantado das princesas e a piroseira dos cor-de-rosa e pink-pirilau?

Ajudam-me?
Eu prometo que retribuo com fotografias.

(Maria Rita com a Mimi na camisola e já a inventar com o tule cor-de-rosa)

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Já participaram no Passatempo do quadro de nascimento?
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Será que o subconsciente tem alarmes?

Esta noite tive um sonho. Metia confettis e serpentinas, mas foi um sonho demoníaco.

Não entrou o palhaço assassino, nesta curta metragem os intervenientes eram os mesmos que no ano passado por esta altura me puxavam o tapete. E eu que não sou especialista em trapézio sem rede tentava equilibrar a razão e a emoção e sem saber matava de vez a vontade de lutar.

Eu já durmo muito pouco e passei um fim-de-semana muito intenso a limpar cocós.
Por isso quando abri os olhos suspirei de alívio por ver o meu filho bebé a dormir tranquilo. Ele que também entrava no sonho e praticamente tinha sido engolido por gaitas, buzinas e papéis de muitas cores.

Depois de tentar racionalizar, juntei as peças, cruzei os dados (sinto que passei ao lado de uma grande carreira) e percebi que foi o subconsciente aos gritos em forma de alarme. E até conseguiu juntar na mesma curta metragem episódios diferentes, em anos distintos e com personagens que nem se conhecem (ah máquina inteligente!).

Por isso querido subconsciente tenho-te a dizer que agradeço a lembrança (qual facebook do meu cérebro), mas não escolheste um dia bom!


Já participaram no Passatempo do quadro de nascimento?  

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Passatempo quadro nascimento - o José está de parabéns!

O José completou um mês de vida e para comemorar temos um quadro de nascimento para oferecer.


características:
- moldura branca
- tamanho 25x25 cm com área de impressão 14x14 cm



O que precisam fazer para participar?


1. Fazer "gosto" na página do facebook do Ponto Jota

2. Fazer "gosto" na página do facebook da Maria Corrupio

3. Fazer "gosto" na publicação (esta) do passatempo publicada no facebook do Ponto Jota;

4. Partilhar a publicação do Passatempo no perfil pessoal de facebook, na opção público;

5. Preencher o formulário em baixo.

Participações válidas até à meia noite do dia 3 de Março. Os resultados serão apurados através de sorteio aleatório (random) e divulgados aqui.

* apenas uma participação por e-mail, válido para Portugal.