terça-feira, 21 de novembro de 2017

Que se lixem as golinhas

Por norma sou adepta de mandar a Maria Rita para a escola com roupa prática e já basta quando ela sisma de fazer combinações aberrantes, dou-lhe sempre alguma margem, mas controlada.

Porém, em outubro houve a tradicional sessão fotográfica da escola e lá foi de "pincexa" como ela tanto gosta. Como os bodies com golas tinham deixado de servir e só de véspera me lembrei desse pormenor, lá consegui encontrar uma camisola com um franzido, simples, para dar graça ao conjunto.

Quando a fui buscar, os meus olhos bateram na gola e ia tendo um colapso. Percebi que a fotografia tinha sido tirada com a gola por dentro do vestido. E juro, apeteceu-me chorar.

Apesar de me terem assegurado que ela tinha ficado bonita para xuxu, só quando vi as fotografias é que respirei fundo e pensei "que se lixem as golinhas, a miúda é linda de qualquer maneira!".

Não sou grande adepta de folhos exagerados e muito menos aquelas golas à Camões, com triplo franzido e debruadas a renda de bilros. Mas uns apontamentos conseguem fazer de um vestido simples um conjunto feliz. Depois disto prometi a mim mesma que não volto a stressar com mariquices. A miúda tem bons genes e sinto que não se vai envergonhar quando olhar para as fotos em 2045.

[Uma das fotos da escola]
[Se conseguirem tirar os olhos da taça de mousse, era esta a gola que ficou esquecida]

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Mais um novembro

Estávamos em 2007 e eu tinha começado uma nova etapa da minha vida: o mestrado que acabou por ser apenas uma pós-graduação.

Não me trouxe um futuro profissional de excelência, como muitos julgam que serve o ensino superior, mas deu-me amizades excelentes e para a vida. E mostrou-me que na vida pode haver vários percursos, vários caminhos, alguns becos e muitos obstáculos.

Mas este novembro foi o que me trouxe afirmação profissional, tinha começado a dar formação. E das várias profissões pelas quais passei, esta foi sem dúvida uma luz na minha vida. Porque é bom dar competências aos outros para que eles possam trabalhar, virar a página da vida, sorrir ou apenas serem pessoas mais enriquecidas. 

Nunca ensinem nada, mostrei apenas como se coloca o isco no anzol, como pegar na cana e como se pode pescar. Mas aprendi muito.

Dar formação é aliás uma aprendizagem constante. É nunca parar, de ser e de aprender. 


Não, eles não eram todos iguais. Não, eles não eram todos brilhantes.  Não, eles não eram todos da mesma idade e muito menos da mesma faixa etária. Mas eram e são únicos. Cada um. Ali, como na vida.

Fui imensamente feliz. Realizada e durante anos foi este o meu mundo.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Blog do ano (na categoria...)

Parece que ontem houve uma cerimónia para entrega de "troféus" dos blogues do ano.

Peço desculpa não ter partilhado as fotos e vídeos com os meus troféus, sou uma "blogueira desnaturada". Não faço vídeos, não faço "stories" no Instagram, não tenho uma morada para as marcas me enviarem presentes e faço os possíveis por não partilhar o meu cocó por aqui.

Mas podem ter a certeza que por estes dias, venci várias categorias, a saber:
- prémio Queen of the night (mudar roupa das camas várias vezes por noite);
- prémio stilist (mudar roupa ao bebé mais de 3 vezes em meia hora);
- prémio super-sexy (com sopa na testa e a cheirar a vomitado);
- prémio família (dormir no chão porque a nossa cama está com a lotação cheia e o bebé continua a tossir e vomitar);
- prémio resiliência (fazer o jantar, auxiliar nos trabalhos de casa, limpar ranho, cocó e vomitado, preparar banhos e pijamas, dar colo, limpar lágrimas, preparar lanches, e ter coragem para enfrentar a noite e novamente o amanhecer);
- prémio entretenimento (fazer máquinas de roupa em looping, incluindo os edredons vomitados e os lençóis que lavam e secam no mesmo dia);
- prémio revelação (se eu sabia que era para isto já tinha comprado um vibrador!).

Nada disto é sarcasmo, muitos dos vencedores são blogs que eu leio,  acompanho e gosto. Mas se vocês conseguissem imaginar a vida que está dentro desta vida. Se vocês conseguissem sonhar com o que me faz rir ou chorar, pensar, criar e fazer.
Obrigada a quem está desse lado, este continua a ser o sítio onde lavo a alma e recupero os sentidos.

Aqui estão os troféus....

domingo, 12 de novembro de 2017

Novembro feliz

Vamos lá voltar ao exercício.

Mais um novembro feliz...2009.

4 de novembro, 13h20 nascia a nossa primeira princesa. Foi com ela que comecei a olhar para o cor-de-rosa, os vestidos e as Winx. Foi com ela que aprendi que é possível passarmos pela mais maravilhosa transformação emocional e pessoal.

A Raquel foi a primeira princesa, na família, num ano que também não estava a ser fácil. Foi ao pegar nela pela primeira vez que percebi que queria muito ter filhos, que o meu relógio biológico disparou e só sossegou 13 meses depois.

A Raquel é a paixão dos irmãos e dos primos. O João tem um amor verdadeiro por esta miúda, de tal forma que não imagina nenhuma melhor para namorada. "É a ela que eu quero!", repete sempre que lhe explicamos que a Raquel tem muitos graus de parentesco e não pode ser "a tal".

A Raquel é uma força da natureza. A Raquel consegue transformar os meus novembro's em meses coloridos e risonhos.



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Desafio #1

Vamos lá então para um desafio, será o primeiro de muitos, espero!
O retorno será a compilação, em forma de guia, como um pilar de entreajuda.

Sim, e então qual é o desafio?
Vou lançar um tema por mês e peço que vocês me façam chegar as vossas histórias reais, situações pelas quais já passaram (ou estão a passar), o que sentiram e o que fizeram. 

Podem escrever por email (pontojota.blog@gmail.com) ou se não se quiserem identificar podem deixar um comentário anónimo aqui no blog. 

As vossas participações não serão identificadas e em caso de publicação será retirada toda a informação pessoal e que possa ser passível de atribuir identidade.Terá a participação de outros profissionais (médicos, enfermeiros, psicólogos, advogados, contabilistas, professores, etc).

O tema deste mês é: traição.
Digam-me se já foram traídos e em que tipo de relacionamento. Foi a namorada? O marido? O irmão? Aquela amiga especial? O primo zarolho que tinham como irmão? A avó que era como uma mãe?
Como descobriram?
O que fizeram?
Como se sentiram e como estão neste momento em relação a esse acontecimento.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

José [10 meses]

10 meses de José, hoje.
10 meses de um bebé sorridente, com uma energia contagiante e muito aventureiro.

Para que fique registado, hoje, pela primeira vez, caíste de sono. Assim. Num momento estavas a brincar e no momento seguinte estavas pedrado a dormir, como se alguém tivesse desligado a ficha.
[É só uma virose, não se iludam, que eu também não.]

Parabéns José!

[o momento em que aterrou]

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Do cansaço

No fim-de-semana perdi o meu cartão multibanco.
Só dei por ela ontem, quando precisei dele e não o encontrei no sítio. Sacana.
Revirei tudo, carteira, bolsos, carro e comecei aquele exercício de reviver todos os passos até ali.

Não consegui perceber qual foi o momento, sabia apenas qual a última vez que o tinha utilizado.

Podia ter entrado em choque. Mas estava  sozinha com o José, na rua, e não dava jeito ficar sem chão. Respirei fundo e continuei a ser mãe - aquele ser perfeito aos olhos dos nossos filhos (pelo menos enquanto não entram na adolescência!).

A saga do cartão desaparecido terminou hoje. Tinha sido capturado numa máquina multibanco por... Esquecimento!!!!

Quem me conhece bem, sabe que eu não sou destas coisas. Esquecer-me ou perder coisas é normalmente um grito surdo que o cansaço me está a engolir.

Já vos disse que o novembro não é fácil para mim?!
Para ajudar, o frio voltou e as dores intensificam-se. Tenho sono. E não me estou a queixar.

Sou grata por tudo o que tenho, por tudo o que sou. E acreditem, o pouco tempo que tenho a cabeça na almofada, tenho a minha consciência tranquila, muito tranquila.

Nota de rodapé: por este andar, só tenho medo de me esquecer de um dos meus filhos.
Já podem fazer queixinhas à Segurança Social, desde que isso tenha como consequência um internamento compulsivo num resort de luxo com direito a massagem duas vezes por dia.
Obrigada!!!!

domingo, 5 de novembro de 2017

Novembro chegou

Novembro não é um mês fácil. Tenho no meu currículo vários episódios traumáticos que me levam a desabar, a querer manter-me à tona quando algo dentro de mim me empurra para o abismo.

Este ano decidi fazer um trabalho interno, para abafar o monstro: percorrer a minha memória e encontrar coisas boas, muito boas ou espetaculares que se passaram em novembro e me podem "salvar" da minha própria angústia.

Este será um de muitos, espero, porque ainda estamos no início, pelo meio lá falarei do desafio, que não está esquecido.

O primeiro novembro que tropeço em êxtase é o de 2014. Não estava a ser um ano fácil. Diria mesmo que tinha deixado já de acreditar. Tentava há mais de um ano engravidar, e quase tudo na minha vida parecia estar estagnado. Numa segunda-feira de manhã, pego num teste de gravidez XPTO, tinham sido vários nesse ano, deitados ao lixo com as lágrimas a lavarem-me a alma. Faço o meu xixi, sem pressa e sem esperança, como andei durante meses a fazer os testes de ovulação para tentar entender o corpo. Entretanto Mr. Rabbit entra na casa de banho e fica sentado a conversar.
O tempo passou sem dar por nada, a conversa ajudou a ampulheta a dar as suas voltas no monitor do teste XPTO. E quando olho novamente leio "Grávida". Pisquei os olhos. Voltei a ler. "Grávida 2-3". O coração começou a acelerar, exclamei qualquer coisa como "oh, não acredito!"

Abraçámo-nos. Passei o resto do dia a flutuar. Lembro-me de ter tido medo. Um medo quase irracional, por acreditar que já não me fosse permitido voltar a viver a emoção de um positivo e de voltar a ser mãe.

A vida foi-me Grata. A Maria Rita nasceu, depois daquele SIM em novembro de 2014. A Maria Rita continua a encher o meu coração de Sim's, de beijos, abraços e sorrisos. A Maria Rita tem o "mamã" para o momento certo para acalmar o monstro que ainda mora dentro de mim.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Bi-dente atravessado

José, o meu bi-dente atravessado...
Os dois incisivos inferiores do José nasceram assim, atravessados, como ele.

O meu bi-dente atravessado adora morder sapatos, comer cascas de cebolas, lamber os sacos do eco-ponto.
O meu bi-dente atravessado dorme uns sonos de caca e cocó é uma cena muito difícil e já tentamos quase tudo (do científico ao popular).
O meu bi-dente atravessado adora animais. Corre a casa toda atrás das gatas e adora relaxar a meter a mão na ração delas. 
O meu bi-dente anda a treinar trepar. Já coloca os bonecos todos juntos no parque e encavalita-se para dar lanço.


O meu bi-dente atravessado está muito crescido.
O meu bi-dente atravessado é simpático e fala grosso.

Não se aguenta....

[Fiquem atentos(as) que esta semana vou lançar um desafio]

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Porto, com amor...

Se eu pudesse ter escolhido, queria morar no Porto. Abdicava da garagem e até do carro. Se eu pudesse escolher, acordava com o rio aos meus pés, com névoa a tapar a outra margem e com o pôr-do-sol a beijar-me o rosto.

O arquitecto Fernando Távora dizia que Lisboa era mulher, elegante e maquilhada e o Porto era homem, sóbrio, forte, denso.

Se eu pudesse escolher, abdicava de tudo, enchia o peito de ar e mergulhava junto com os putos da Ribeira.

O Porto não se explica, sente-se. O Porto não se pinta, é um livro ilustrado. O Porto não precisa de cor, é todo ele música, dança, amor e sorte.

A Maria Rita acorda e diz que vai passear ao Porto. E repete durante o dia, várias vezes. Quando alguém lhe pergunta "onde vais?", a resposta é simples "passear ao Porto com a mãe".

A Maria Rita é mulher. É parte de mim, muito mais intensa do que eu. A Maria Rita é Porto, é nevoeiro e pôr-do-sol. É choro e riso. É manhãs frias e tardes encantadoras.

No domingo fomos ao Porto. Num dia trágico para Portugal. Num dia em que mais uma vez tantos tentaram fugir do inferno e outros tantos perderam tudo.

Ficam as imagens Porto my love.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Entre o céu e as trevas

Se o inferno existe é isto. É um país a arder. Imagens repetidas de gritos e sofrimento. Um calor sufocante, o fumo que nos deixa sem conseguir respirar.

O céu pesado como se nos fosse cair em cima. E esperar de olhos na televisão ou nos meios de notícias por mais mortos, mais desgraças, mais histórias do inferno das chamas.

"O fogo é o maior ladrão", lembro-me de ouvir esta frase desde pequena e nunca gostei de ver as labaredas de perto. Talvez por me sentir demasiado pequena, demasiado impotente perante este monstro.

Mas o que eu não consigo perceber é como chegamos até aqui? Como é que este inferno nos consome e nada se faz.
Sinceramente não sei qual é a solução. Mas por algum lado é preciso começar.

Planeamento? Prevenção? Limpeza? Leis firmes? Justiça? Penalizar? Acabar com os negócios pouco claros?

Não sei, mas chega de comissões inquérito, chega de grupos de trabalho. Se não são capazes de agir, façam um apelo ou referendo à população, aos técnicos e aprovem com urgência um plano exequível e digno.

Hoje devíamos todos estar de luto. Sair à rua. Revoltarmo-nos. É nestes momentos que apetece fazer justiça com as próprias mãos.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A foto que faltava

A fotografia que faltava. 
Fiz da Maria Rita um mês depois dela nascer. Mas ao terceiro....bem ao terceiro já se sabe, é uma sorte. E quando o José fez um mês, começaram os problemas de saúde e as corridas para o hospital. 

O tempo começou a passar e eu decidi que fazia aos 9 meses. Uma espécie de: 9 meses dentro e 9 meses fora. É certo que ele não esteve 9 meses dentro, mas fica a "ideia".

Em jeito de balanço, tenho menos 1 kg do que quando engravidei do José, embora com mais massa muscular. Já estive com menos 4 kg, mas o verão tramou-me. Agora é manter o foco, já só faltam 10 para o meu objectivo!!!


A foto da Maria Rita >>> aqui 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

José [9 meses]

9 meses de José. Hoje.
Todo ele sorrisos, todo ele baba, todo ele dentes, todo ele adrenalina.

Aos 9 meses gatinha com uma rapidez estonteante, levanta-se, fica de pé, agarra-se e anda apoiado. Acrobacias é o seu nome do meio.

Não consegue estar quieto e sossegado, nem mesmo quando está a dormir.

Já é bi-dente e usa bem as ferramentas que tem ao dispôr, para comer e para morder tudo o que aparece à frente.

A alimentação está mais pacífica. As noites nem por isso.

Está a crescer rápido de mais e por este andar, tenho receio que qualquer dia o circuito da Maria Rita seja o seu preferido também.

É a nossa cereja em cima do bolo. Não saberíamos viver sem este gordinho delicioso.

E cada vez chego mais à conclusão que os níveis de stress que somos expostas na gravidez influência de forma clara a personalidade e comportamento dos bebés.

Os 9 meses da Maria Rita >> aqui [e a imagem dela que tanta força tem: coragem]

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A minha filha é um anjo

Sim, toda a gente sabe que ela é um doce. Um encanto. Uma lady.
Toda a gente sabe que ela é tímida, simpática e sorridente.
Toda a gente sabe que ela é meiga, inteligente e forte.

Mas é mulher. E toda a mulher tem o outro lado. O da Maria Rita chega a tocar o cinzento, há dias em que fica escuro como breu e ainda não sofre de TPM.

A Maria Rita faz birras para tomar banho, para comer e insiste em mandar nos irmãos.
A Maria Rita quer escolher a roupa e decidir que sapatos calçar, mesmo que sejam collants no verão e havaianas no inverno.
A Maria Rita acorda de manhã e diz "vamos a passear?" e a caminho da escola diz "mãe, hoje vamos passear ao Porto. Tomar café!".
A Maria Rita faz um circuito de acrobacias na nossa sala, que inclui saltar de sofá em sofá, subir o parapeito da janela, atirar-se para o armário e dar um duplo salto para dentro do parque do José, se ele estiver lá dentro a emoção é ainda maior porque a queda implica agarrá-lo e esfregar-lhe as bochechas.

A Maria Rita grita para os amigos que vêm a correr na minha direção quando chego à escola "é a minha mãe, minha mãe. Sai!" E se levo o José e as miúdas se derretem de minha volta, ela bate o pé, diz "o bebé é Jojé e é da minha mãeeeee".

A Maria Rita enrola-se na toalha do banho e diz "mãe, olha uma pincexa!". A Maria Rita acorda de noite e diz-me ao ouvido "mãe, vamos a comeie [comer]?"

Ela só tem dois anos. Mas persegue o João para lhe bater e o massacrar.
Adora chocolate e iogurtes.

A Maria Rita teve, em setembro, a primeira complicação pós-operação (13 meses depois) e está neste momento novamente em risco. Só daqui a uns meses pode fazer exames para sabermos as possíveis lesões.

Esta é a minha filha. Um doce furacão. Que parte tudo e faz a maior cena de gritaria que eu conheço no mundo...

a dançar e bater palmas
A partir da louça toda, ou melhor a multiplicação de pratos.
Se é para ser princesa é com tudo.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Quando o coração mirra

Quando o coração aperta, aperta, aperta e sentes que chegaste ao fim da linha.
Quando deste tudo de ti e acreditaste no "milagre" e de novo o mundo pára.
Mais cateteres, mais exames. Um veredicto cheio de pontos de interrogação.

Não queria sentir esta tristeza. Queria poupar-te sempre o sofrimento. Mas acima de tudo custa-me ter chegado a este sentimento de resignação. Não há muito mais a fazer. Aceito. Mas sofro.

Esta semana, o meu coração voltou a mirrar.

#bebrave #oamorcuratudo