quinta-feira, 30 de maio de 2013

Domingo infernal

Ainda com uma lesão no joelho, por ter tido a necessidade de saltar o portão de casa dos meus pais, às 2h da manhã, para conseguir entrar e dormir, depois de uma despedida de solteira, eis que o cenário de terror se compõe:

Fim de tarde de domingo (perto das 20h). João na banheira para tomarmos banho, jantar e cama. 
Como sempre faço, meto-o na banheira com o chuveiro aberto e fui ao quarto buscar umas toalhas. 
Talvez tenha demorado um pouco mais que o habitual (não sei). 
Pego nas toalhas, dirijo-me para a porta, escorreguei, caí, dei com a cabeça na cadeira, o cotovelo na cama e fiquei estatelada no chão a contorcer-me com dores.
Enquanto me tentava levantar, começo a sentir-me encharcada. Penso "estou a esvair-me em sangue, vou morrer e o miúdo  sozinho"
No minuto seguinte consigo arrastar-me até à porta e percebo que tenho a casa inundada. 
Na casa de banho tinha um "anjo" com pouco menos de 1 metro de gente, de chuveiro na mão a apontar para a porta, 5cm de água. Que se estendia pelo corredor até à cozinha e aos quartos.
Por momentos deixo de pensar que vou morrer, mas sim que vou matar o miúdo.  
Ele diverte-se. 
Água fechada. Toalhas pelo chão. Fundo da banheira com água e sento o anjo pra me conseguir movimentar. Dói-me a cabeça. Não sinto sangue, mas o pescoço está a contorcer-se da pancada. 
Limpo o possível enquanto ele me foge e escorrega das mãos, qual enguia.
Depois do puto lavado, limpo e vestido, exige pizza e sopinha. Come refastelado enquanto goza com o estado de sítio da casa. 
Filho na cama e a dormir. Termino as limpezas, lavo duas maquinas de roupa com toalhas e panos encharcados. 

Dormi. Os hematomas relincharam, mas o filho não. 
Acordo, trato dos animais, trato do filho e tomo o pequeno almoço. 
As dores intensificam-se. Começo a sentir-me nauseada, tonta e visão dupla.
Deixo o João na escola e sigo para o hospital da Cuf. 
Segunda e Terça-feira internada nos cuidados intermédios, dois TAC e duas garrafa de soro depois, imploro para ter alta e abraçar o terrorista! 



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