quarta-feira, 19 de junho de 2013

as maçãs podres não podem estar na mesa com as saudavéis

Ontem o fim de tarde esfriou novamente o nosso lar.
Há quem seja feliz a criar problemas, há quem passe a vida a tentar resolvê-los.

O marido-órfão chora ainda a saudade da mãe e a amputação do pai que conheceu toda a vida que achava conhecer.
Sem dó, nem piedade, o homem fraterno e dengoso, sempre discreto e atencioso transformou-se num animal com as hormonas aos saltos ser indiferente, autista e sem sentimentos.

O João ainda o trata carinhosamente por "minha vovô kiko", mas sei que um dia esta linha será muito ténue e o vazio dará lugar a indiferença.
É o correcto diria eu há uns anos atrás, antes da vida me ter ensinado que os dias passam, as mágoas ficam e  fazem buracos do tamanho de balas no nosso precioso coração.

Hoje queria apenas, que aquele que sempre nos mostrou ser um homem justo, voltasse a ser o pai presente e o avô kiko do meu filho João...

Por tudo isto, hoje sinto-me como se de luto estivesse.
Não quero nada de material, preferia até não ter nada físico perto de mim, mas não se matam assim as memórias!

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