sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Sonhos*

*post  com dedicatória para a minha amiga Ana que sonhou que tínhamos um elefante bebé cá em casa.
Sonho muitas vezes que me estão a cair os dentes. Acordo com o sabor do sangue na boca e o pânico de passar a língua para contar dente por dente.
Lembro-me muito bem da sensação e da fase de mudança de dentes. Adorava ter a boca esburacada e o novo inquilino a desbravar mato na abertura tão calejada (sim, eu abanava propositadamente os dentes e arrancava-os ainda "verdes"). Carniceira comigo e pouco mariquinhas com dentes. Mas quando sonho que me caem dentes não é bom.
Podia fazer psicanálise ou regressão e até me imagino a pagar pela maldade que fiz aos meus dentes de leite. Por isso estes sonhos são a vingança das linhas, entrelaçadas entre os dentes de menina e o puxador da porta.
Sei que quando sonho com gatos, normalmente em ninhadas e de várias cores, vou receber notícias más, já se tornou um clássico. E por muitos amigos felinos que ajude no dia-a-dia, acabo sempre com a sensação que numa outra vida lhes puxei o rabo ou cálquei as patas.
Amanhã, quando acordar vou contar os dentes, novamente, um por um. Vou dizer "xiuuu" ao meu gato pequeno, que grita mais do que uma mulher em trabalho de parto. E não me vou lembrar do sonho, que me protegeu e velou a noite.

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