sexta-feira, 17 de julho de 2015

Qual a relação da política com as minhas mamas?

Não sei, acho  que são mais teorias de uma mãe em privação de sono, mas que começo a achar uma coincidência engraçada começo.

Quando o João nasceu adorava mamar na maminha esquerda. Lá mamava na direita, porque naquele tempo sabia que a comida não era para estragar, ainda estava com os princípios saudáveis lá do sítio onde diz que veio (do céu). Estávamos nos últimos meses de governo de Sócrates. Com a não aprovação do PEC, Sócrates demite-se, e a mama esquerda que o meu filho tanto gostava entra em falência, estávamos em Março de 2011 e o João tinha 3 meses.
O país continuou com Sócrates como governo de gestão até Junho. O João aguentou mais um mês a suportar mamar na direita, até ao dia que fechou a boca e nem mais uma pinga de leite aceitou.

A Maria Rita nestes 15 dias de vida já mostrou a adoração que tem pela maminha direita. E quando começa a mamar na esquerda faz aquela cara de quem comeu e não gostou (mau mau Maria Rita, afinal do sítio onde vens a comida era para estragar?). Mas lá vai mamando, e tem dias que mama mais tempo da esquerda, mais lentamente, menos sôfrega. Mas quando lhe calha em sorte a direita é uma alegria.
Estamos em 2015 e já em pré-campanha política. Pedro Passos Coelho está ao leme deste barco desde Julho de 2011 (será que só dou de mamar em eleições legislativas?).
Nesta campanha, que ainda agora começou e já se revelou miserável, os membros do governo choram, explicando que as mentiras foram um mal menor, e deixar o país na miséria foi por um bom motivo, afinal temos os cofres cheios de dinheiro (que não é nosso) e até pagamos adiantado.
Quanto mais eles choram, dizia eu, mais a minha mama direita pinga. Pinga se a Maria Rita chora, pinga se o João se encosta a mim desse lado, pinga quando entro no banho, pinga quando ela mama na esquerda, pinga quando ela deixa de mamar na direita (não há como esvaziar, tem sempre os cofres cheios esta minha mama direita).

Não quero fazer futurismo. E não quero que a minha mama entre em falência lá por altura das eleições, por isso desliguem as  televisões e as redes sociais, não quero notícias, não quero saber  como estão os cofres do estado, não quero ouvir choradeira, para isso basta as noites que a minha filha me vai proporcionando, que eu vou embalando com um "chora mariquinhas chora".

Porque o caminho faz-se caminhando!

(Sandálias em algodão feitas pela avó da princesa)

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