sábado, 22 de agosto de 2015

Amor

Cheguei à conclusão que somos todos muito mal amados.
É isso. O amor, aquele amor que não precisa de palavras, não precisa de presentes, não precisa de 3 duplos mortais e que é capaz de se renovar num abraço.
O amor que se olha nos olhos e sossega corações. O amor que cura doenças inexplicáveis. O amor que nos faz feliz, serenos e eternos.

Não sabemos o que é esse amor. Não sabemos. E por isso estamos cada vez mais doentes. Mais esquizofrénicos na forma como vivemos e como morremos.

Vivemos sozinhos, rodeados de comprimidos que nos dão a sensação temporária de bem-estar.
Morremos sozinhos, mesmo que rodeados de muita gente, com a falsa sensação de paz.
Sofremos como condenados porque não tentamos ser pessoas melhores. Porque somos repetidores do que vemos e do que vivemos. Somos pessoas más, cada vez piores.

Se tens um espelho em casa, experimenta olhar no fundo dos teus olhos, no fundo daquilo que és e tenta ser melhor, por ti, para ti e também por aqueles que contam que sejas um modelo, uma referência.

Só assim conseguimos quebrar esta tormenta que se transformou viver.

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