domingo, 15 de novembro de 2015

Pulseira electrónica

Quando um filho nosso fica doente, o mundo parece parar, e quando um filho nosso fica doente ao mesmo tempo em que se abate mais um acto de terrorismo?

Foi assim de sexta para sábado. Uma sexta-feira 13 de Novembro com muito sangue, muito pânico no coração da Europa e muitas horas sem dormir acompanhadas de lágrimas por aqui.

A Maria Rita estava desde quarta-feira a chocar, mas posso dizer que não tinha uma noite tão má desde os primeiros dias de vida com ela em casa.

Já não conseguia aguentar-me de pé e foi entre as 4h e as 5h da manhã que o pai me substituiu e me perguntou se sabia o que tinha acontecido em Paris.

Não foram só molas resistentes que o meu marido ofereceu nos últimos tempos. Em meados de Agosto ofereceu-me uma pulseira. Bem, não uma pulseira qualquer, eu chamo-lhe uma pulseira electrónica.

A xiaomi mi band é um dispositivo que está inserido numa  pulseira de silicone. Esse dispositivo quando sincronizado com o telemóvel, para além de vibrar e ter um sistema de sinalização com luzes diferentes, faz monitorização dos passos e exercício físico e monitorização do sono.

A ideia do meu querido esposo era que eu estivesse sempre contactável. Porque eu sou daquelas pessoas que não tolera toques de telemóvel, por isso ando sempre com ele a vibrar e muitas vezes não me apercebo que me estão a contactar.

Mas para mim a grande vantagem foi conhecer e analisar o meu sono. É verdade que quando este brinquedo veio morar para o meu braço, a Maria Rita já tinha um mês e meio e as noites já estavam mais calmas. De qualquer forma é interessante perceber o que se passa quando estamos na cama e a dormir, o que fazemos, como é o nosso sono.

Posso dizer-vos que este dispositivo diz-me diariamente as horas que eu estou na cama, quanto tempo em sono (leve ou profundo). E pela primeira vez desde que a tenho no pulso, na noite de sexta-feira para sábado, nem um minuto estive em sono profundo. Já tinha acontecido (poucas noites) ter apenas uns vinte e tal minutos de sono profundo, mas nem um, reflecte a forma negra como passámos esta noite.

A provar que somos cidadãos do mundo e que às vezes o sofrimento alastra-se e tomamos consciência quando um aparelho nos diz como foi o nosso sono.

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