segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

E o dia chegou

Hoje foi um dia agitado, sem tempo para ver as horas a passar. Sem tempo para sorrisos demorados, como devia ser este dia.

Enquanto lhe dava banho tentei acalmar o coração. Vi-a brincar com as bolas, a escolher e apanhar uma e outra, sem preferência de cores, por enquanto. Suspirei para não chorar.

Deixo as lágrimas cair. Grossas. O meu filho mais velho abraçou-me e tentou soluçar baixinho, por solidariedade. Ela não sabe. Provavelmente sente. Sente tudo.

Nas últimas semanas fui-me mentalizando, sem sofrer com isso. Fui dizendo muitas vezes para interiorizar, mas a poucas horas desse dia chegar o coração está apenas apertado.

Fiz capas para a agenda e para as leituras no comboio, fiz marcadores de páginas com as fotografias deles. Cheia de incentivo e cheia de moral.
Mas a verdade é que estou a desabar. A verdade é que não sei se quero fechar os olhos e dormir rápido ou combater contra os fantasmas de olhos abertos e espada na mão.

Amanhã tudo me vai parecer diferente.

Vai correr bem. Vai correr tudoooo bemmmmm.

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