segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Bye-bye bidente

A vidente que morava cá em casa abandonou o corpo da minha filha e deu lugar a uma tridente safadinha.

É sabido que os primeiros dentes da Maria Rita romperam uns dias depois dela completar os 12 meses. 

[As coisas que fomos ouvindo, nem vale a pena repetir, porque muita estupidez junta não produz grandes verdades filosóficas.]

E durante quase 3 meses a "bidente" mais gira do pedaço teve tempo para todas as profecias: começou a andar (aos 13 meses), é muito jeitosa a varrer e a tirar a louça da máquina, abrir armários e tirar tudo lá de dentro também é uma especialidade e se lhe der um paninho para a mão ela limpa e depois esfrega a sua própria cara e cabeça.

Esta "bidente" tem tanto de doce e sentimental (nunca vi criança a chorar tanto, juro!) como de camião-tir, passa por cima de qualquer obstáculo e leva tudo à frente, anda, corre, cai e levanta-se, normalmente só reclama se bater com a cabeça ou se o irmão a agarrar. Arrasta bancos, e atira brinquedos, imita o som dos carros e das motas, adora brincar com bolas e já faz birra com direito a cabeçadas e a rebolar-se no chão.

Maravilhoso este mundo das meninas. Da histeria que eu dispensava ao doce "mamã" acompanhado de abraços demorados.

Uns dias antes de completar os 15 meses reparei que um dente de cima estava a romper. 

Já furou. Habemos tridente. 

O dente deve ser de marfim, de um branco imaculado, mas tem uma largura que equivale bem a dois lugares de garagem com arrumos.

Este fim-de-semana consegui constatar que um dos incisivos laterais superiores já está também a romper, contrariando a ordem lógica de nascimento dos entendidos em dentes.

Por este andar é provável que na próxima semana já tenha a dentição de leite completa.

Nesta fotografia o dente ainda só estava a dizer olá. Agora já consegue brilhar no escuro. 

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