quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Um camião-tir muito sensível

A minha menina é uma flor campestre. Forte e delicada, determinada e sensível, enérgica e meiga, histérica e especial.
Consigo ter na mesma pessoa várias personalidades: a menina-doce, que me enche de beijos, que é sensível e feminina, capaz de controlar as emoções e nem um "ai" diz mesmo que a magoem; a menina-camião, que corre e joga à bola, que trepa e grita, que faz birras, que detesta ser contrariada que bate e se atira para o chão.

A minha menina é um camião-tir com atrelado em casa, mas fora de casa uma lady e não borra a pintura.

Tem muitas parecenças físicas comigo. Cada vez mais. Mas é claro que há quem consiga ver nela o pai, a tia-avó-zarolha e um primo em terceiro grau manco.

A Maria Rita é tão especial que tem um molar a nascer (já com uma ponta de fora) e nada de caninos. Este está a nascer na altura prevista, os outros é que não estão a cumprir os prazos, entenda-se.

Esta miúda vai-me ensinando muitas coisas. E às vezes dou comigo a pensar que tem mesmo características de "irmã do meio". O karma é tramado.

Tem dias em que é muito difícil lidar com ela e nesses dias imagino como será aos 18 anos em dia de TPM e fico logo a tremer. O pai que tanto queria a menina que a ature, se estiver por cá.
O problema é que ela só quer a mãe, esqueçam lá a teoria que as meninas só gostam do pai. É tão verdade como a azia na gravidez significar bebés cabeludos e o "outro" ter sobrevivido um mês a comer nozes e castanhas.

A minha menina perfumada, o meu docinho de morango, está a crescer e sinto que em janeiro me vai parecer enorme. 16 meses já passaram e eu sinto que fez sempre parte da família.

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