sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Maria Rita [18 meses]

18 meses de menina doce, doce e forte.
Nos últimos meses foi ganhando asas, está mais desinibida, menos envergonhada fora do ambiente familiar. Interage e responde com sorrisos, fala muito e domina a parte motora (nenhum caminho é obstáculo, mesmo que tenha barreiras).
É bem disposta, refilona, atenta, intensa. Já bate no irmão sem dó nem piedade (um dia desta semana acertou-lhe com uma lata de atum na testa e eu temi o pior. Felizmente o João optou pelos 5 minutos de vítima melodramática e foi mais fácil resolver a questão).
Em casa não há quem a pare. Arrasta bancos e cadeiras, coloca brinquedos mais robustos de forma estratégica para poder trepar e chegar onde quer. Tem uma destreza bestial e quando está muito calada o melhor é ver rápido, porque pode já estar em cima de uma mesa ou móvel alto a atirar-se de cabeça para o sofá.
Aprendeu que atirar-se de um sofá para outro dá muita adrenalina, mas ainda não entendeu que quando cai se magoa e faz hematomas.
Adora jogar à bola e grita "golooooo". Os carros telecomandados do irmão também fazem muito sucesso nas mãos dela (o pior é quando o João vê).
Diz pai e mãe em todas as variantes (pai, papa e papai, mãe, mamã e mamãe). E quando chama é em looping.
É maluca por sapatos. Quando acorda a primeira coisa que faz é pegar nos sapatos dela e pedir para alguém os calçar. Se forem novos é o delírio, com sorrisos, gritos histéricos, não desiste até os calçar e não os larga nem para dormir (faz lembrar a mãe que quis dormir com as suas colibri - sandálias dos anos 80 - novas!)
Adora a escola. Fica tão contente que corre para a sala ou atira-se para os braços de educadoras e auxiliares de forma arrebatadora.
Ontem foi dia de consulta e vacina dos 18 meses. Pela primeira vez não chorou quando foi picada e nem disse um ai. Agora que estava a adaptar-se acabaram as vacinas do PNV (só tem novamente aos 5 anos).
No final da consulta despediu-se com sorrisos e abraços da enfermeira e do médico. E quando me viu a apertar a mão do médico, voltou para trás para fazer igual.
O médico, que não era o nosso médico de família, mas um médico novo e no início de carreira esboçou um sorriso e disse "que bonita, que simpática, és uma bebé feliz, muito feliz!".
E para mim, longe de qualquer percentil ou doença física, este é o maior veredicto que podia ouvir. Ter filhos felizes. Saber que aconteça o que acontecer vão ter dentro deles reservas de afectos para os ajudar a viver.
O meu docinho já tem 18 meses, um ano e meio de muitas emoções. De longas caminhadas e percursos sinuosos. Mas com muitos sorrisos, abraços e gargalhadas.
Maria Rita, estás prestes a ser a irmã do meio, (para além de ser o nome de uma série do Disney Channel) esta é uma missão muito importante que sei que vais superar.

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