domingo, 26 de março de 2017

Ok João, já percebi

Não conhecia esta faceta no meu filho João, sempre o considerei sincero e determinado. Adora praticar desporto e estar em movimento. Mas tanta preocupação com o corpo não lhe conhecia.

Este fim-de-semana a "conversa" voltou.
Ouviu uma conversa qualquer e perguntou onde é que eu ia.

Eu - a uma consulta.
Ele - ah, pensei que ias ao ginásio.
Eu - ao ginásio? Fazer o quê?
Ele - exercício, para ficares magra, o que havia de ser? Ou vais ficar sempre gorda?
Eu - [silêncio profundo e um pensamento sentido: "onde está o meu filho? Quem se apoderou do corpo dele com estas conversas?]

Nesta altura o pai decidiu meter-se na conversa e disse que nunca se chama gorda a uma mulher. Nunca, ouviste?

Eu reforcei: "sim filho, se tens amor à vida e não tens seguro dos dentes, o melhor é nunca repetires essa frase a uma mulher".

Também lhe expliquei que o que importa é o que está por dentro, o que está no coração. O corpo é só a embalagem do que as pessoas são na realidade.

Depois mostrei-lhe várias fotos minhas, quando era jovem e estava confortável com o meu peso. Sim, porque ele nunca me conheceu assim.
Ele abanou a cabeça. Continuava fora do "padrão" que ele tinha definido.
O pai fez uma pesquisa no Google e mostrou as opções. Ele escolheu.

Eu não gostei do resultado da escolha dele e só não consigo perceber​ onde vai buscar estas referências, porque não são o nosso dia-a-dia, nunca foram.

Vamos lá a isto?

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