domingo, 27 de agosto de 2017

José [7 meses]

Não sei como vou fazer para conseguir recuperar os posts todos em atraso. Todas as palavras que acumulei.

O José já está quase a fazer os 8 meses e ainda não publiquei a dos 7 meses? Como é possível? Enquanto for havendo comida na mesa, tudo o resto é possível.

Fui espreitar os  7 meses da Maria Rita que estava por esta altura a iniciar a creche. Com o José está a ser tudo diferente. A conjugação de vários factores, de várias coordenadas. O que para a Maria Rita teria sido um sonho (mãe 24 horas/dia) para o José é uma espécie de "deixa-me ser filho único nos poucos momentos que posso".

Apesar dos episódios gástricos, que volta e meia retomam e o esmagam, seguidos de uns dias a detox de leite (quando não é mesmo recusa alimentar de horas e horas), já come muito bem. Adora fruta, mas a sopa e a papa já marcham de colher em colher.

O José é um bebé muito simpático. Sorri para toda a gente e desafia mesmo quem se atreve a olhar para ele. Terceiro filho de uma família grande aprende a ser conquistador logo que nasce.
Mas quando é para birras e chorar, o José também não se deixa intimidar, aliás, intimidante é o volume que pode atingir os seus gritos, aprendidos, à capela, com a mana Maria Rita.

Já se senta sem apoio e gosta muito da posição gatinhar (de joelhos) mas só a dar ao rabo. Deve ser a influência das músicas Funk que o irmão ouve, é vê-lo de fralda de fora de rabo arrebitado para cima e para baixo.

Tem noites horríveis. Com horríveis, quero mesmo dizer que chega ao nível do pior da Maria Rita, e eu confesso que me sinto a enlouquecer. Porque quando parece que está tudo calmo e vou conseguir fechar os olhos, aparece outro, ou outro, ou outro (quantos são afinal?).

7 meses de uma família extensa, que nunca sonhei ter. 7 meses de dias doces com sorrisos e beijos. 7 meses de momentos que chegam a tocar o inferno. Que o cérebro quer funcionar e não consegue, o corpo não responde, mesmo que tenha 3 coelhinhos em cima de mim aos pulos.

Não posso dizer que  este era o sonho da minha vida. Não posso dizer que é tudo uma maravilha. Mas não me imagino sem estes 3 corações a bater, fora do meu.

E é nos dias piores que me sinto verdadeiramente abençoada.

Obrigada meu amor pequenino, por teres aceite fazer parte da minha vida.

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