sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Desafio #1

Vamos lá então para um desafio, será o primeiro de muitos, espero!
O retorno será a compilação, em forma de guia, como um pilar de entreajuda.

Sim, e então qual é o desafio?
Vou lançar um tema por mês e peço que vocês me façam chegar as vossas histórias reais, situações pelas quais já passaram (ou estão a passar), o que sentiram e o que fizeram. 

Podem escrever por email (pontojota.blog@gmail.com) ou se não se quiserem identificar podem deixar um comentário anónimo aqui no blog. 

As vossas participações não serão identificadas e em caso de publicação será retirada toda a informação pessoal e que possa ser passível de atribuir identidade.Terá a participação de outros profissionais (médicos, enfermeiros, psicólogos, advogados, contabilistas, professores, etc).

O tema deste mês é: traição.
Digam-me se já foram traídos e em que tipo de relacionamento. Foi a namorada? O marido? O irmão? Aquela amiga especial? O primo zarolho que tinham como irmão? A avó que era como uma mãe?
Como descobriram?
O que fizeram?
Como se sentiram e como estão neste momento em relação a esse acontecimento.

6 comentários:

Anónimo disse...

Olá Joana, já te leio há muito tempo, nunca comentei.
Eu já traí uma amiga. Sabia que ela estava completamente apaixonada por um dos nossos professores e acabei por me envolver com ele.
Ela nunca soube. Eu nunca senti nada de mais, só mesmo atração física.
Nunca senti vontade de lhe contar. Continuamos amigas. Eu vivo bem com isso.

Beijinho e boa sorte.
Alice.

Anónimo disse...

Eu descobri que fui traída pelo meu marido há 3 anos. Temos 2 filhos e estamos separados. No dia que descobri estava grávida de 12 semanas e perdi o bebé. Soube através de uma mensagem do telemóvel dele.
Já passei por várias fases. Desde tentativas de subsídio até uma vontade imensa de reconstruir família. Mas deixei de acreditar.
Por agora só quero estar bem, pelos meus filhos.

A.

Luísa disse...

Sim Joana. Fui traída num casamento que já contava 25 anos e duas filhas maravilhosas.
Hoje quando olho para tudo o que aconteceu percebo que foi o melhor. Só assim consegui encontrar a paz e serenidade que tanto queria. É só assim consegui encontrar o verdadeiro amor da minha vida.

Antonio disse...

Joana, gostava de te deixar uma palavra de conforto, carinho, coragem. Porque, nós homens somos uns brutos (nem todos) e não tratamos as mulheres como devíamos tratar.
Eu traí a mulher da minha vida. Ela descobriu e vivemos meses muito conturbados.
Como se explica á mulher que amamos que foi apenas sexo? E nem foi bom? Como lhe dizemos depois disso tudo que é com ela que queremos ficar, dormir, sonhar, continuar a ter filhos?
Estivemos separados. Percebemos que estamos melhor juntos. Prometi-lhe que por ela vou ser diferente, vou ser melhor. Prometi que renovaria os votos do nosso amor.
Sinto que a mágoa continua lá e só gostava de saber como apagar o passado e como libertar o meu amor desta dor sem fim.
Há dias maravilhosos, melhores do que nunca. Mas há dias muito maus. Ela chora por dentro e eu sinto um aperto que me impede de respirar.
Se tiveres a resposta, terás para sempre aninha gratidão, porque sei que ela também te lê.
E parabéns, há assuntos que deviam ser falados, para ser resolvidos e prevenidos
Espero que tenhas um homem aí ao teu lado que te saiba amar e respeitar sempre, todos os minutos, porque os vossos filhos vão agradecer.
Obrigado por esta oportunidade.
Antonio

Anónimo disse...

deixo o meu testemunho:
"a culpa nunca foi minha" é isso que vou repetindo todo o dia para mim. "ele quem escolheu". E ele escolheu me trair, o mais fácil. Uma colega que num dia de festa do escritório se entregou e ele não soube dizer não.
Depois foi repetindo. E se sentindo poderoso. Até ao dia em que no meu celular o aviso disparou e fiquei sabendo de tudo.

Casados e com filhos a dor aumenta, não podemos mais pegar nas trouxas e sair. Precisamos ser os adultos e resolver.
Até hoje não consigo entender esta escolha. A escolha dele que destruiu a nossa familia. A familia que ele quis construir.

Ele diz que continua me amando. Eu não sinto e continuo sofrendo. Nossos filhos vão sendo o suco deste sofrimento, absorvendo e absorvendo.
Continuamos junto, sem saber se estamos realmente junto ou convivendo. E eu vou fazendo terapia e me digo todos os dias "a culpa não foi minha".

Já tive vontade de matar ele e matar ela. Já tive vontade de atentar a minha vida e levar meus filhos comigo. mas tem dia bom, viu.
Precisamos sim de um manual de sobrevivencia. E precisamos de um mundo mais claro.

Felicidade.
Avé

Anónimo disse...

Sabes qual é sensação de teres dedicado tudo de ti a alguém e depois sentires que és apenas um farrapo? Foi isso que senti quando descobri que tinha sido traída pelo meu marido.

Eu que sempre brinquei com a situação e dizia "só espero que nunca seja com um homem". E não foi. Foi com uma gaja, mais nova e com a auto-estima na merda.

Depois de perceber o que tinha acontecido, mesmo ele tendo negado pela alma de todos os que partiram, corri para o Tinder e fui para a cama com o primeiro que me disse "queres tomar café?", sem pensar respondi "gosto mais de quecas". Depois desse foram vários e arrisquei até a relações homossexuais.

Demorei a encontrar-me, e um dia olhei para os meus filhos e não me reconheci.

Parei de me envolver com tudo o que mexia, marquei um almoço num restaurante à beira-mar em pleno inverso e contei-lhe tudo o que tinha acontecido.
Pela minha voz, não por outros. Batemos no fundo, os dois. Tivemos vontade de chorar, de gritar, de bater. Estávamos em público.

Como reerguer uma relação, com filhos, depois disto tudo? Não sei.
Mas ainda há sentimentos (não sei quais???) e estamos a tentar.

Se quiseres posso ser o teu 'case-study'. Só não me envolvi com bichos, porque lhes tenho muito respeito! Animais, esses, apareceram vários...