quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Novembro a terminar

E apesar do esforço que fui tentando fazer para reviver momentos bons também passados em novembro, no último momento consegui perder o chão.

"A vida vai torta
Jamais se endireita
O azar persegue
Esconde-se à espreita"

Num dia de contrastes. Tantos... Mais uma perda.

"De modo que a vida
É um circo de feras
E os entretantos
São as minhas esperas"

Mas no meio dos fantasmas e dos murros no estômago recordo a coreografia com a minha irmã, naquele verão quente em Vila Flor.

"Ela sorriu
E ele foi atrás
Ela despiu
E ela o satisfaz
Passa a noite, passa o tempo
Devagar
Já é dia, já é hora
De voltar
Aqui ao luar,
Ao pé de ti,
Ao pé do mar,
Só o sonho fica só ele pode ficar."

Acabo novembro quase com a mesma certeza do início. Porque a vida também nos pode lembrar que quando se perde, é difícil voltar a encontrar, não voltamos a ser os mesmos, não voltamos a pisar o risco.

"Por sinais perdidos
Espero em vão
Por tempos antigos, por uma canção Ainda procuro, por quem não esqueci
Por quem já não volta, por quem eu perdi"

Porque a memória vai sendo o que de melhor a vida nos oferece.

"E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé... Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade, vai quem já nada teme, vai o homem do leme"

Obrigada Zé Pedro. Até sempre.

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