quinta-feira, 10 de maio de 2018

Maio. Mãe. Maria.

Maio chegou. Entre o cansaço e os sorrisos que fazem com que a vida se torne mais leve.
Maio trouxe o dia da mãe. Mas para nós, dia da mãe são todos os dias. Todos os outros dias, em que não comemoramos, em que há manhãs agitadas, choro, ranho, máquinas de roupa para tratar, fins de tarde com birras e trabalhos de casa para fazer, noites mais ou menos tranquilas e sempre uma gratidão imensa por ser vossa mãe.
Maio trouxe o campeão de volta, e um mar azul e branco. Um filho feliz, que de tanto ficar feliz ficou doente.
Maio trouxe o Eurovision em Portugal. E "o direito à diversidade", como dizia a outra. Os gostos vão mudando, se não fosse assim o que seria da Conchita, a mulher barbuda que ganhou o festival.
Mas Maio é o mês de Maria. E este ano em particular tive vários amigos em peregrinação. Tive o coração apertado por eles vários dias e um orgulho imenso quando me disseram "cheguei". Orgulho, admiração e gratidão. Pelo esforço e que a recompensa seja sempre a paz que o coração precisa para serenar.
Tenho estado ausente. Cada vez mais. Nem sempre é fácil e ultimamente tenho deixado que a memória vá registando apenas o que consegue. Em forma de suspiro, porque nem sempre é possível voar, planar e aterrar em segurança sem sentir que se perde um pouco do que se conseguiu.
Até já.

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